Como escrevi o livro Os Homens Não Conhecem o Amor em apenas 15 dias

O ano era 2022. Eu estava desempregado e um pouco depressivo com as decepções da vida. Relacionamentos péssimos, puxadas de tapete no trabalho e pouquíssima expectativa de um futuro melhor. Nesse ócio, e com bastante tempo para pensar na vida, comecei a lembrar de uma ideia.

Como transformei uma ideia antiga em um livro

Lá na época da faculdade, em 2007, surgiram os primeiros pensamentos sobre escrever um livro sobre relacionamentos, sob o ponto de vista de um homem diferente. E foi essa ideia que saltou aos meus olhos em pleno 2022, ano da tecnologia (zueira).

Comecei a pesquisar sobre como escrever um livro e encontrei alguns canais no YouTube e sites que me ajudaram muito. O principal deles foi o da maravilhosa Laura Bacellar: Escreva Seu Livro. Simplesmente uma enciclopédia viva sobre o mercado editorial e suas nuances. Foi com ela que iniciei minha estratégia de escrita.

O primeiro manuscrito de Os Homens Não Conhecem o Amor tinha outro nome e era bem mais fraco. Dificilmente uma primeira versão de uma história será a ideal. Para um livro bem escrito, é preciso mais profundidade, não apenas na escrita, mas também no entendimento sobre o mercado do livro no Brasil.

E foi assim que a ideia antiga começou a ganhar forma. O primeiro texto eu até enviei para a Laura, que me deu um feedback sobre o rumo que o livro deveria tomar. Me ajudou bastante, mas eu não segui. Entre pesquisas sobre o mercado editorial brasileiro e alguns rabiscos, percebi que precisava estruturar melhor a história. Assim, comecei a colocar a mão na massa.

Quantos dias para escrever meu livro

Para escrever meu livro, foram cerca de 15 noites. Sim, quinze madrugadas em que criei a rotina de escrever por duas horas. Eu já havia construído os personagens, criado o arco principal e, o melhor, tinha praticamente todo o enredo na cabeça.

A escrita virou uma rotina e o foco foi total nessa história. Para um livro, pode parecer pouco, mas a ideia de Um Cara com Coragem para Amar estava completamente estruturada, com começo, meio e fim. Sim, esse era o nome quando surgiu a ideia de escrever um romance sobre os sentimentos dos homens e suas vulnerabilidades.

A importância da leitura crítica para um livro

Como eu já havia estudado todas as fases da escrita de um livro, sabia que, após o manuscrito pronto, precisaria de uma leitura crítica. Alguém com conhecimento suficiente para avaliar tecnicamente o texto, a história, o enredo e todos os pontos que poderiam fortalecer o produto final.

Fiz esse processo com a turma de literatura da PUC-Campinas. Foi o melhor custo-benefício que encontrei e eles me ajudaram muito. A história melhorou, fechou pontos que estavam abertos e me proporcionou um olhar externo sobre o projeto.

O livro tem algumas cenas tão surreais que a pessoa responsável pela leitura crítica me questionou sobre o fato de determinada cena não parecer algo real. Eu ri e não tentei explicar que aquilo havia, sim, acontecido.

No fim, a leitura crítica de um livro traz mais segurança ao texto e evita erros e caminhos desnecessariamente complexos para um escritor. Sempre faça a leitura crítica do seu livro.

Quem deu o título do livro Os Homens Não Conhecem o Amor?

Adianto que não fui eu. Para mim, o livro se chamaria Um Cara com Coragem para Amar ou Amor que eu nunca vi. Eram os títulos preferidos. Mas aconteceu de forma bem diferente.

Nas minhas pesquisas e estudos sobre o mercado do livro no Brasil, tive a oportunidade de conhecer a Lilian Cardoso, não pessoalmente, mas no ambiente digital. Os cursos dela sobre marketing para escritores, etapas da escrita de um livro e outros conteúdos me enriqueceram demais nessa jornada de escrever meu primeiro livro.

Após alguns meses tentando conseguir uma editora, resolvi publicar o livro de forma independente, inicialmente apenas como e-book na Amazon.

E foi aí que entrou o trabalho da empresa da Lilian, a LC. Fiz a capa do livro com eles e, ao analisar a história, ela sugeriu a mudança do título para Os Homens Não Conhecem o Amor. Eu aceitei e segui com o que temos hoje, publicado também no formato físico, com o selo da Editora LC Books, igualmente da Lilian Cardoso.

Foi uma jornada emocionante e de muito aprendizado. Esse meu primeiro livro me fez refletir sobre como o nosso mercado editorial é frágil, como autores nacionais são desvalorizados pelo público e pelas editoras e como é uma verdadeira luta diária publicar um livro no Brasil. E pensar que eu escrevi tudo em apenas 15 dias.

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